A Associação Nacional de Jornais (ANJ) promoveu em São Paulo a quarta edição do Data Day, evento focado na aplicação de dados e inteligência artificial no jornalismo. Com o tema “Estratégias de dados e IA que dão certo”, o encontro reuniu profissionais de veículos de comunicação e universidades para discutir ferramentas, tendências e as transformações em curso no setor de notícias, tanto no Brasil quanto no exterior.
A representante do Google, Fabiana Zanni, apresentou as novas ferramentas e tendências da inteligência artificial. Ela destacou o engajamento de mais de sete mil empresas de notícias globalmente com os programas de IA do Google, sendo o Brasil um dos países mais participativos. Fabiana explicou que as mudanças no comportamento do consumidor, drasticamente aceleradas pela IA, exigem o aprimoramento contínuo dos produtos. Entre os recursos apresentados estão o SynthID, para identificar conteúdo gerado por IA com marcas d'água invisíveis, o Gemini, que auxilia na capacitação do público, e novas ferramentas de busca como o AI Overview e o AI Mode, que oferecem resumos e interatividade. Outras inovações incluem o selo ‘Altamente Citado’, que aponta artigos originais, e a possibilidade de vincular assinaturas para respostas personalizadas.
Uma pesquisa da Box 1824, em parceria com o Google, abordou o consumo de notícias pela Geração Z. A diretora Julia Curan revelou desafios como a "erosão da atenção", a "efemeridade do interesse" e a "sobrecarga de estímulos", que moldam a forma como essa geração, que já representa uma parcela significativa da população, interage com o conteúdo. Para a Geração Z, a confiança em indivíduos muitas vezes supera a em instituições, buscando-se autenticidade e acesso fácil à informação. O estudo identificou sete pilares para o futuro das notícias, enfatizando a relevância da mensagem, formatos engajadores e a importância da ética e credibilidade multiplataforma.
A relevância dos vídeos também foi destacada pela analista Julia Schvartzer, da Chartbeat + Tubular. Ela enfatizou a grande oportunidade para os veículos de comunicação alcançarem audiências mais jovens através das redes sociais, uma vez que bilhões de usuários mensais estão em plataformas de vídeo social. Dados mostram que a Geração Z, em particular, utiliza redes sociais como principal fonte de pesquisa para avaliações e recomendações, e que conteúdos educativos demonstram alto engajamento em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube.
Encerrando as discussões, o consultor Flávio Moreira analisou como transformar os dados apresentados em estratégias eficazes para ampliar audiência, engajamento e receitas, sublinhando a importância da adaptação contínua no cenário jornalístico em constante evolução.
Reescrito com informações da matéria original em Propmark

