Um empresário iniciou sua jornada em 2006, em um quarto de apartamento, visando faturar R$ 25 mil mensais vendendo serviços de telefonia. Dois anos depois, percebendo a dificuldade de competir com inúmeras pequenas operadoras pelo cliente final, ele tomou uma decisão transformadora: em vez de disputar, passaria a fornecer a infraestrutura necessária para que esses próprios concorrentes pudessem prestar seus serviços.
Essa mudança estratégica, do varejo para o atacado, foi o motor para uma expansão em escala nacional. Ao longo de duas décadas, a companhia acumulou mais de R$ 1 bilhão em faturamento, posicionando-se hoje no mercado global de comunicação corporativa, competindo com gigantes como Twilio e Sinch. O setor de plataformas de comunicação como serviço (CPaaS), no qual a empresa atua, movimentou US$ 30 bilhões em 2025 e tem projeção de crescimento de 13% em 2026.
No início, a grande oportunidade estava em baratear as ligações. A tecnologia VoIP reduzia drasticamente o custo, mas a infraestrutura era um desafio. O empresário identificou que as dores que sua empresa enfrentava — alto custo de internet, centrais analógicas, dificuldade de terminação de chamadas — eram comuns a mais de 2.500 operadoras no país. A solução foi se conectar diretamente com grandes operadoras e completar as chamadas para essas empresas menores. Esse modelo simplificou a operação, reduzindo a necessidade de estruturas físicas e visitas a clientes, além de permitir negociações e integrações remotas. Em 2008, o formato white label ampliou ainda mais o alcance.
A evolução continuou em 2011, com a entrada no mercado de SMS corporativo, cuja receita rapidamente superou a de voz, acompanhando a mudança no comportamento dos consumidores. Posteriormente, a oferta se expandiu para outros canais digitais como WhatsApp, RCS e e-mail, culminando na plataforma omnichannel Solvefy em 2026.
A Solvefy busca organizar diversos canais em uma jornada de comunicação fluida, evitando a saturação e priorizando o impacto. A plataforma não apenas entrega mensagens, mas avalia o retorno do consumidor e os resultados de negócio, como vendas e retenção. Essa "empatia resolutiva" garante que a comunicação não só alcance, mas gere valor real para o cliente.
Reescrito com informações da matéria original em Exame

