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Assaí entra no ramo de combustíveis e compra 18 postos; negócio pode chegar a R$ 80 milhões
A efetivação do negócio ainda depende do cumprimento de etapas regulatórias e contratuais
Atualmente, a rede recebe mais de 40 milhões de clientes por mês e estima a circulação de cerca de 20 milhões de veículos em suas unidades (Paulo Whitaker/Reuters)
Luiz Anversa
Repórter
Publicado em 17 de setembro de 2026 às 20h48.
Última atualização em 17 de setembro de 2026 às 20h53.
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O Assaí anunciou a entrada no segmento de combustíveis após firmar um contrato para comprar 18 postos já instalados em unidades da rede no estado de São Paulo. O negócio, fechado com o Centro de Conveniências Millennium Ltda., pode atingir o valor de até R$ 80 milhões e faz parte da estratégia da companhia de ampliar seu ecossistema de serviços.
A empresa recentemente também investiu em novas frentes de negócios, como a expansão das marcas próprias, o lançamento da Assaí Farma e o fortalecimento do Assaí Digital, plataforma que reúne as vendas realizadas por meio de parceiros como iFood, Rappi e Mercado Livre. A proposta é aproveitar a estrutura já existente das lojas para oferecer mais soluções aos clientes e gerar novas fontes de receita.
Segundo o CEO do Assaí, Belmiro Gomes, a aquisição dos postos acompanha a transformação do comportamento do consumidor e reforça o objetivo da empresa de ampliar a conveniência dentro do modelo de atacarejo. Atualmente, a rede recebe mais de 40 milhões de clientes por mês e estima a circulação de cerca de 20 milhões de veículos em suas unidades, além de já contar com eletropostos em algumas lojas.
Expansão para outras regiões
A companhia informou que a compra dos 18 postos servirá como um projeto-piloto para avaliar a expansão da operação para outras regiões. A expectativa é que, no futuro, o modelo possa ultrapassar a marca de 100 postos de combustíveis, sempre condicionado à viabilidade econômica de cada unidade e à obtenção das autorizações necessárias.
A efetivação do negócio ainda depende do cumprimento de etapas regulatórias e contratuais. Entre as condições estão a aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a obtenção das licenças ambientais e regulatórias exigidas.
De acordo com os termos do contrato, o Assaí só poderá assumir a operação dos postos a partir de 31 de julho de 2027. Até que todas as exigências sejam concluídas e a transferência seja formalizada, os estabelecimentos continuarão sendo administrados normalmente pelo Centro de Conveniências Millennium Ltda.
‘Hoje pagamos R$ 7 milhões de juros por dia’, diz CEO do Assaí
Quando o Assaí desembolsou cerca de R$ 7 bilhões para adquirir e reformar 66 pontos do Extra, em 2021, a conta parecia fazer sentido. A taxa básica de juros estava em 2%, e as projeções apontavam para um cenário de Selic ao redor de 7%. Cinco anos depois, a realidade é bem diferente.
A brincadeira do executivo resume o impacto que a política monetária teve sobre a companhia. Hoje, o Assaí desembolsa cerca de R$ 7 milhões por dia em despesas financeiras, incluindo fins de semana e feriados. No acumulado do ano, a conta chega a aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
Qual é a origem do nome “Assaí”?
O nome do Assaí, inclusive, tem uma inspiração internacional. Gomes conta que a empresa herdou o nome da cidade paranaense onde nasceu, uma região marcada pela imigração japonesa. A inspiração veio de "Asahi", palavra associada ao ‘sol nascente’.
“A pronúncia correta é Assaí, com a tonicidade no "í", exatamente como a palavra é escrita”, explica o CEO.
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Reprodução de Exame

